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Brasil é responsável por 3,44 milhões de toneladas de plástico que chegam aos oceanos

No mês de junho, comemora-se a campanha de conscientização Junho Verde, voltada para a preservação do meio ambiente por meio de práticas sustentáveis. Segundo estudo do Blue Keepers, projeto ligado ao Pacto Global das Nações Unidas (ONU), o Brasil é responsável por 3,44 milhões de toneladas de plástico que chegam aos oceanos. Do total, estima-se …

No mês de junho, comemora-se a campanha de conscientização Junho Verde, voltada para a preservação do meio ambiente por meio de práticas sustentáveis. Segundo estudo do Blue Keepers, projeto ligado ao Pacto Global das Nações Unidas (ONU), o Brasil é responsável por 3,44 milhões de toneladas de plástico que chegam aos oceanos. Do total, estima-se que o acumulado varie de 86 a 150 toneladas de componentes, com destaque para materiais sólidos fabricados ou transformados (plástico, filtros de cigarro, vidro, metal e madeira).

Os dados foram apresentados no litoral de São Paulo, em Santos, e reforçaram a preocupação com a pauta ambiental. A pesquisa, feita entre julho de 2021 e abril de 2022, demonstrou que 33% do plástico que entra em solo brasileiro pode acabar no oceano. Na pesquisa, outro recorte interessante mostra a origem desses resíduos. 80% vêm  de atividades do continente, enquanto apenas 20% vêm de atividades marítimas, como a pesca e transportes marítimos.

Reduzir a produção e consumo de resíduos plásticos é uma das principais estratégias para diminuir esse número, é o que diz o vereador Xexéu Tripoli. Segundo o político, é extremamente importante que o poder público tome atitudes que incentivem as práticas sustentáveis, em todo o mundo: “Esse fato mostra a importância do país ou município quanto  ao meio ambiente. Deve, também, adotar práticas para conscientizar  o mal uso do plástico. Com o passar dos anos a expectativa é de que isso se amplie para todo o país e para o mundo”.

Em 2019, por exemplo, o vereador viabilizou a assinatura do município de São Paulo, na época, tendo como prefeito Bruno Covas, ao Compromisso Global da Nova Economia do Plástico – até então o maior plano de ações para reverter a crise do consumo de plástico no planeta, liderado pela ONU Meio Ambiente e pela Fundação Ellen MacArthur. O acordo tem como meta estimular a eliminação de embalagens desnecessárias e realizar compras sustentáveis.

No mesmo ano, a Lei do Canudo (17.123/2019), proposta pelo vereador, foi aprovada pela Câmara, proibindo o fornecimento de canudos confeccionados em material plástico nos locais que especifica. O político também é autor da Lei  n° 17.261/2020, que proíbe o fornecimento de produtos de plástico de uso único, como copos, pratos, talheres, agitadores para bebidas e varas para balões. A Lei aguarda regulamentação do executivo desde 2021.

Para minimizar os danos, em março de 2023, a ONU aprovou um acordo para a criação de um tratado Global da poluição por plástico, considerado “o pacto ambiental mais significativo desde o Acordo de Paris” pela resolução da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Larissa Martins

Larissa Martins

A @lariecoaliza acredita que sustentabilidade é um exercício de cidadania que deve ser praticado por todos: governos, empresas privadas e população. E depois de anos praticando a sustentabilidade sozinha – do jeito que aprendeu com os seus pais – entendeu que chegou a hora de compartilhar o seu conhecimento e assim construir uma rede de sustentabilidade com potencial para ecoalizar o vizinho, a rua, o bairro, o país e o mundo. Afinal, cada ação sustentável pode (obviamente) fazer muita diferença. E aí, vamos nessa?
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